Laptop ABC Digital, projeto de computador portátil popular brasileiro

Tipo, trombei com essa notícia ano passado no site IDG Now, sobre um projeto maluco de computador barato, na levada do laptop de U$ 100 do MIT.

Brasil já tem projeto de micro popular portátil Segunda-feira, 2 maio de 2005 - 16:41 Camila Fusco - IDG Now!

O notebook de baixo custo desenvolvido pelo Massachussetts Institute of Technology (MIT) que o governo federal está avaliando para promover a inclusão digital entre os alunos da rede pública já tem um projeto semelhante desenvolvido no Brasil.

Trata-se do ABC Digital, computador portátil criado pela empresa brasileira de tecnologia Educ e que prevê a utilização de softwares educativos e pedagógicos diretamente no meio de ensino.

O projeto da Educ não é exatamente um notebook, mas um sistema que engloba mouse e teclado tradicionais a uma tela de cristal líquido de 14 ou 15 polegadas revestida por uma capa plástica.

De acordo com José Evangelista Terrabuio, diretor da Educ, o projeto atual equivale às configurações de um Pentium 2 ou 3, com clock de 600 Megahertz a 1 GigaHertz, saídas USB 2.0; memória de 128 Megabytes expansível a 512 MB; CD Rom; disco rígido de 40 Gigabytes e tela de 14 ou 15 polegadas. O preço estimado seria de 200 dólares.

A proposta para o equipamento começou a ser desenvolvida em meados do ano 2000, quando a empresa ainda operava sob o nome de TWT Embedded Solutions. A idéia era utilizar o equipamento como ferramenta de ensino para escolas públicas do Paraná e foi colocada em prática pela primeira vez em agosto de 2002.

"Cada aluno do Colégio Estadual do Paraná [em Curitiba] recebia um equipamento, uma mochila, um teclado e um mouse comum. A carcaça de poliuretano protegia a tela LCD. O consumo era baixo - em torno de 10 Watts por máquina - e o preço estimado na época era de 450 dólares por máquina", destaca José Evangelista Terrabuio, diretor da Educ e um dos desenvolvedores do projeto.

De acordo com Terrabuio, o fato de o teclado e o mouse não serem fixos ao equipamento reduz o preço de fabricação. Atualmente o custo desses materiais, segundo ele, são de 2,50 dólares para o teclado e 70 centavos de dólar para um mouse básico.

Além disso, tanto o equipamento atual como a antiga versão também contam com uma funcionalidade de segurança que exige que o equipamento seja conectado a cada dois dias ao servidor da escola.

"Ele não serviria como produto de roubo, já que precisava da conexão com os servidores da escola periodicamente. Caso contrário, o equipamento viraria sucata. Isso serviu também de certa maneira para proteger os alunos. Ninguém iria querer roubar um equipamento que não poderia ser usado posteriormente", afirma.

Transição governamental

O projeto do ABC Digital no Paraná, entretanto, não chegou a fase de ser levado para a casa pelos estudantes. Em agosto de 2002, o computador passou a ser utilizado em classe pelos alunos do Ensino Médio e a estratégia, segundo o executivo, era que o conceito de portabilidade fosse colocado em prática no ano seguinte.

A transição dos governos entre Jaime Lerner (PFL) e Roberto Requião (PMDB) dificultou o andamento do programa nos moldes que havia sido concebido anteriormente, e as máquinas passaram a ser utilizadas como um laboratório de informática.

Apesar de variar em diversos aspectos, o ABC Digital tem as mesmas intenções do computador que será apresentado pela equipe do professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) ao governo brasileiro em junho.

Segundo com Jean-Claude Frajmund, assessor especial do Ministério das Comunicações, o projeto da Educ é bem-vindo, já que está despertando a discussão da criação de equipamentos portáteis de baixo custo com o intuito de incluir digitalmente os alunos da rede de ensino.

"São estratégias convergentes. Neste momento não existe um ou outro projeto já definido para adotarmos, estamos na fase de traçar as diretrizes para a questão das escolas. Fico feliz em conhecer essa solução. Se isso for mesmo barato e se puder atender as necessidades de inclusão, vamos considerar", declara.

O executivo, no entanto, não comenta quais as perspectivas para o cenário do projeto da inclusão digital dos alunos das escolas públicas caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não seja reeleito.

Uma estratégia da Educ para tentar conquistar o interesse governamental para o projeto seria subsidiar as máquinas e estabelecer o modelo de negócios com base na venda de pacotes de serviços.

"Uma das possibilidades seria distribuir livremente o ABC Digital. Basicamente trata-se de subsidiar o hardware e fechar contrato para manutenção, atualizações e também o ensino do uso da ferramenta aos professores e alunos", afirma o representante da Educ.

De acordo com José Terrabuio, o custo por máquina deveria variar com a escala, mas poderia ser estabelecido em torno de dez dólares mensais. A fabricação do equipamento seria realizada por meio de parceiros dos Estados de São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

Se virar, virou.

Computador, Notebook e Laptop

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