Albergue Estação Vivência tem Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil

Liga nóis notícia ano passado no jornal o Estado de São Paulo (Estadão), caderno regional Leste, sobre computador e informática em albergue, tipo abrigo para sem teto, morador de rua, homeless, uscambau:

Albergue com internet e acesso à informática
4/11/2005

Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil beneficia os acolhidos na Estação Vivência, permitindo a retomada de carreiras e do aprendizado

Alexandre de Lia fala quatro línguas, já deu aulas em grandes escolas de idiomas e foi guia turístico. Aos 37 anos, poderia estar desfrutando de situação financeira confortável, mas problemas com o alcoolismo o fizeram parar nas ruas. Sem ter a quem recorrer, procurou o albergue Estação Vivência, no Pari, e agora espera retomar o tempo perdido.

Ele e outros atendidos no albergue serão beneficiados pela criação de uma sala de informática. A instituição será a 102ª atendida na Grande São Paulo a participar do Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil e, desde o dia 20 do mês passado, conta com oito computadores doados pelo banco. "Muitos têm a impressão de que o albergue é apenas um lugar para comer e dormir por uma noite, mas nem sempre é assim."

Esse estabelecimento é mantido pela organização não-governamental (ONG) Coordenação Regional das Obras de Promoção Humana (Croph), em parceria com a Prefeitura. No início do ano, Maria Ângela Raimondo, responsável pela captação de recursos, ficou sabendo do projeto e entrou em contato com o Banco do Brasil. "Nós temos um núcleo de serviços e, com a sala de informática, poderemos propiciar novos cursos para quem está no albergue", diz. O lugar abriga 200 pessoas e recebe outras cem esporadicamente.

A expectativa de Maria Ângela é compartilhada por Lia. "Para mim, vai ser muito bom, pois vou poder procurar emprego e ver e-mails importantes para a minha profissão", diz ele, que está há dois meses na Estação Vivência, em sua segunda passagem pelo albergue.

Para o desenhista Júlio César Leonardi, 50 anos, outro que usa os serviços, o telecentro pode ser ainda mais útil. "Nem sei ligar um computador. Sou um dinossauro em informática", afirma. "Vou poder ampliar meu campo de trabalho e depois fazer outros cursos", completa ele, que foi parar no albergue depois de deixar a mulher e os três filhos.

Números

O Programa de Inclusão Digital do BB começou em abril do ano passado e já atendeu mais de 1.200 instituições, segundo José Antonio Toledo Filho, analista do banco e coordenador do projeto na Grande São Paulo. "Nós acreditamos que não existe inclusão social sem inclusão digital e, por isso, temos o projeto de telecentros", diz Toledo.

Os computadores que hoje são doados antes eram vendidos em leilões. No início, as entidades ficavam responsáveis pela manutenção após a doação, mas recentemente o Banco do Brasil assumiu essa responsabilidade na Grande São Paulo. O banco também oferece um computador servidor em regime de comodato, para que os telecentros tenham acesso à internet. A entidade ainda pode indicar dois funcionários para fazer o curso de monitores de informática que o BB contratou com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). "Com isso, queremos criar um padrão de qualidade para nossos telecentros", diz Toledo.

Apesar de pouco divulgado, o projeto de inclusão digital tem uma enorme lista de espera. "Temos 200 entidades na lista, mas este ano só poderemos atender 50", afirma Toledo. Segundo ele, o trabalho é compensador. "É impressionante o valor que eles dão para os computadores."

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